A Samsung Electronics entrou para o seleto grupo das empresas trilionárias. As ações da gigante sul-coreana dispararam mais de 10%, impulsionadas pela explosão na demanda por semicondutores voltados à infraestrutura de inteligência artificial, levando a empresa a cruzar a barreira histórica de US$ 1 trilhão em valor de mercado.
Com isso, a Samsung se torna a segunda empresa asiática a atingir esse patamar, atrás apenas da TSMC, a gigante taiwanesa de fabricação de chips. O feito consolida a posição da empresa como peça central na corrida global por capacidade computacional para IA — um papel que foi incerto há pouco tempo, quando a empresa enfrentava dificuldades na produção de chips HBM (High Bandwidth Memory) para concorrentes como a Nvidia.
A recuperação foi expressiva. A Samsung é uma das poucas empresas no mundo capaz de fabricar tanto chips de memória avançados quanto processadores lógicos, o que a coloca em posição estratégica em um ecossistema onde cada componente de hardware para IA está em falta crônica.
O marco ocorre em um contexto mais amplo de valorização das empresas de semicondutores: a Nvidia já superou US$ 3 trilhões, a TSMC está acima de US$ 1,5 trilhão, e agora a Samsung confirma que a corrida pela IA está reescrevendo o ranking das empresas mais valiosas do mundo.
Para o mercado de tecnologia, o símbolo é claro: a infraestrutura física da IA — os chips, os data centers, a memória — vale tanto quanto, ou mais do que, os modelos e os aplicativos que rodam sobre ela.
Fonte: TechCrunch — Kate Park



