A Microsoft vai encerrar o suporte ao Copilot em smart TVs da LG até o final de 2026. A empresa ainda não informou o dia exato da mudança, mas uma notificação começou a aparecer no webOS de modelos da marca. A informação foi publicada pelo Tecnoblog e coloca em discussão um tipo de integração que costuma passar despercebido: aplicativos e atalhos de serviços online que chegam à televisão por atualização do sistema.
Para quem usa a TV apenas para streaming, a mudança pode parecer pequena. Para quem incorporou o Copilot à rotina, porém, o fim do suporte pode interromper buscas, recomendações e conversas por voz. O impacto depende do modelo, da versão do webOS e da forma como o recurso foi disponibilizado no aparelho.
O que está sendo encerrado
O Tecnoblog informa que a integração termina até o fim do ano, mas não apresenta uma data precisa. Isso significa que a mensagem recebida pelo usuário é um aviso de transição, não um calendário completo. O serviço pode continuar funcionando por algum tempo e deixar de responder depois, conforme a Microsoft e a LG concluírem a desativação.
Também é importante distinguir um aplicativo nativo de um atalho web. A integração do Copilot em televisores LG foi descrita anteriormente como um acesso à versão web do assistente, exibido dentro da interface do televisor. Se esse for o caso do modelo usado, a retirada do suporte não representa a remoção de um modelo de inteligência artificial instalado localmente, mas o fim do acesso integrado ao serviço.
O usuário não precisa apagar dados pessoais às pressas sem entender o que está conectado. O mais prudente é verificar se a TV está associada a uma conta Microsoft, revisar permissões de voz e anotar quais recursos eram usados. A conta e o histórico do Copilot ficam sob regras da Microsoft, enquanto a atualização da interface depende do webOS.
O que muda na prática
O primeiro efeito pode ser o desaparecimento do ícone do Copilot ou a exibição de uma mensagem de indisponibilidade. Funções de busca por voz ou recomendações que dependiam do serviço podem deixar de funcionar. Aplicativos como Netflix, YouTube e outros serviços de streaming não são automaticamente afetados pela decisão, porque têm contratos, aplicativos e ciclos de atualização próprios.
O segundo efeito envolve a rotina de quem usava a TV para perguntas rápidas, descoberta de filmes ou conversas sobre conteúdo. A televisão continua conectada, mas perde uma camada de assistente. Dependendo do modelo, será possível usar o navegador, o celular ou outro dispositivo para acessar a versão web do Copilot, embora essa alternativa não ofereça a mesma integração com controle remoto e tela inicial.
O terceiro efeito é a manutenção. Quando um serviço integrado deixa de existir, o consumidor passa a depender de uma atualização do fabricante para remover o atalho, corrigir mensagens e reorganizar o menu. Em alguns aparelhos, o item pode sumir automaticamente. Em outros, pode ficar visível até que a LG libere uma mudança de software.
Como se preparar
O primeiro passo é confirmar a mensagem na própria televisão. Faça uma foto ou anote o texto exibido, principalmente se ele informar prazo, modelo ou versão do sistema. Depois, procure atualizações do webOS e verifique se o aparelho está configurado para instalar mudanças automaticamente.
Também vale revisar o controle de voz. Se a família não usa recursos de fala, a função pode ser desativada nas configurações disponíveis do televisor. Isso não impede a atualização do sistema, mas reduz o número de recursos sensíveis ligados ao microfone. Cada modelo tem menus próprios, então não é seguro aplicar um caminho de configuração de outra geração.
Se a TV estiver conectada a uma conta Microsoft, abra as configurações de conta e avalie se o vínculo ainda faz sentido. Remover a conta da televisão pode afetar outros serviços, por isso a decisão deve ser feita depois de verificar quais aplicativos dependem dela. A conta não precisa ser excluída apenas porque o atalho do Copilot será encerrado.
Por fim, evite soluções que prometam desbloquear o webOS ou instalar aplicativos fora dos canais oficiais. Alterar o firmware pode inutilizar a TV, reduzir a segurança e cancelar a garantia. A ausência de uma opção para remover um atalho é incômoda, mas não justifica executar comandos desconhecidos em um aparelho conectado à rede doméstica.
O que a decisão ensina
O caso mostra como uma smart TV depende de mais do que o hardware comprado na loja. O aparelho pode continuar com boa tela e bom som, mas serviços integrados mudam de acordo com contratos, políticas e decisões das empresas. A vida útil percebida pelo consumidor passa a depender do suporte de fabricantes e plataformas.
Essa dependência reforça a importância de interfaces abertas e de aplicativos que possam ser gerenciados pelo dono do dispositivo. Quando uma função é apenas um atalho web, ela é mais fácil de substituir, mas ainda precisa sair da tela inicial de maneira limpa. Quando é um componente do sistema, o usuário deveria ter uma opção clara para desativá-lo sem perder outras funções da TV.
Para futuras compras, vale perguntar por quanto tempo o fabricante promete atualizações, quais aplicativos podem ser removidos e como funcionam os controles de voz. Recursos de inteligência artificial podem tornar a televisão mais útil, mas também aumentam o número de serviços externos que precisam continuar funcionando.
Disponibilidade no Brasil
O aviso é relevante para usuários brasileiros de TVs LG compatíveis, mas a disponibilidade da mudança pode variar de acordo com região e modelo. A melhor referência é a notificação exibida no aparelho, o suporte da LG e a versão local do webOS. Até que a empresa publique uma data detalhada, não há motivo para presumir que todos os televisores serão desligados ao mesmo tempo.
O fim do suporte não torna a TV inutilizável. Ele encerra uma integração específica e pode exigir que o usuário recorra ao celular, ao computador ou ao navegador para continuar usando o Copilot. O ponto mais importante é acompanhar a transição, conferir as contas conectadas e exigir uma atualização que retire o atalho ou explique claramente o que permanece funcionando.
Fonte original: Tecnoblog, matéria sobre o fim do suporte ao Copilot em TVs LG



